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O homem brasileiro e a moda

3 abr

>Sem querer generalizar, o homem jovem brasileiro é pouquíssimo adepto da ousadia no vestir-se. Nem falo de grandes ousadias, mas das pequenas mesmo, nos detalhes, naquele toque, peça ou acessório que podem fazer a diferença.

Quando conheci meu marido uma das coisas que me encantou nele foi uma certa vanguarda com sapatos e com peças coloridas. Porém, algo aconteceu. A paleta de cores foi ficando mais restrita e seu guarda-roupa foi encaretando. Será que fui eu? Será que foi o casamento? Não sei, sei que ele foi se tornando mais sóbrio/repetitivo no que diz respeito a roupas e sapatos. Talvez, como eu, tenha apenas mudado. E mudamos sempre, não? Não que isso me incomode muito, pois acho que na maior parte das vezes ele se veste de uma maneira que me agrada e tem um bom olho para coisas bacanas, mas que acho mesmo que poderia ousar mais.

Dia desses vi um rapaz no metrô, um lindo rapaz por sinal, vestido numa saruel azul royal e com uma camisa de seda estampada. Ora, na mesmice que assola o guarda-roupa masculino nacional, esse moço foi quase uma aparição. Comentei com meu marido, e a resposta  foi: Você estaria casada comigo se eu saísse por aí de saruel? Não respondi, mas sei que provavelmente sim. Comentando com alguns meninos que trabalham comigo a resposta foi categórica: Aqui no Brasil, um homem mais fashion é tachado de gay.

Que coisa, não?

Tudo bem, talvez a saruel seja, digamos, um exemplo extremo. Mas há outros exemplos a dar. Cachecóis, chapéus, coletes, nem sempre são presenças “bem-vindas” no vestuário masculino nacional. Se subirmos um pouco mais para o norte-nordeste do país nem mesmo tênis coloridos.

Aí ficamos no arroz com feijão camiseta/camisa, calça jeans de corte reto, ou bermuda e tênis. Isso para não falar no uniforme da camisa xadrez ou da (na maioria das vezes) roupa ‘social’.

De todo modo sei que é uma generalização. Claro que há muitos rapazes com um senso apurado para roupas, especialmente nas grandes capitais do país. Mas um pouquinho mais de humor e uma pitada de atenção aos detalhes não faz mal a ninguém, hein?

Por fim, uma  imagem de gajo d’além mar para (quem sabe) servir de inspiração…

Direção da imagem: o alfaiate lisboeta

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